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Entre a Bênção e a Maldição

Os ensinamentos cabalísticos instam-nos à auto-análise e a questionarmo-nos a todo o momento, e para além disso ainda nos revelam os ensinamentos mais profundos decifrados pelos grandes sábios.

A porção “Re’eh” (Veja/Ver), conecta-nos ao tema da visão e aos olhos que, de acordo com a Sabedoria da Cabala, representa a Sefira de Chokhma. Esta Sefira é atribuída à energia primordial bruta, a Luz da Sabedoria, uma energia muito poderosa que nos rodeia esta semana.

A porção começa com as palavras “Veja, hoje dou diante de vós uma bênção e uma maldição”. Há um comentário maravilhoso escrito pelo Ohev Yisrael, no qual ele explica que muitas coisas são predeterminadas antes de nascermos, exceto aquelas que dependem do nosso livre arbítrio, por exemplo, justiça ou maldade. Levantamo-nos todas as manhãs e ao depararmo-nos com emoções e sentimentos que nos dão a oportunidade de escolher entre uma bênção e uma maldição, e esta é a verdadeira essência das nossas vidas.

O Pensamento da Criação, visa beneficiar os seres criados, materializa-se quando as nossas ações estão em sintonia com a intenção de fazer a diferença e causar contentamento aos outros. A conexão com a iluminação Divina é então equilibrada e o nosso interesse “narcisista” torna-se refinado, permitindo-nos uma conexão com mais iluminação e receção. O nível do nosso egoísmo determina se a abundância que recebemos do Criador é uma maldição ou uma bênção.

A realidade das nossas vidas é subjetiva, e a dualidade, a flutuação entre a bênção e a maldição, depende inteiramente de nós. A porção começa com “Ver” e termina com a história do “falso profeta”, lembrando-nos que realmente não sabemos o que estamos vendo e se o que percebemos é verdadeiro. E assim, as únicas lentes válidas através das quais somos capazes de ver a realidade das nossas vidas são “Ame os seus semelhantes como você se ama a si mesmo“, amor, compaixão e o circuito de receber para dar e para fazer a diferença, é o verdadeiro caminho a seguir.

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